- Depois de vários álbuns falhados, o último de Beyoncé - intitulado simplesmente Beyoncé - é o melhor da sua carreira. É uma obra-prima. Já o concerto tem a grandiosidade de uma produção de Hollywood, mas fica longe de ser inesquecível. Muitas versões falhadas, muitas canções despachadas à velocidade da luz, muitos momentos mortos.
- Mesmo assim Beyoncé é a artista mais completa do seu campeonato. A voz mais poderosa, a animalidade de palco, a sedução com o público. É uma máquina soul. Num dos momentos altos desta digressão, Basta ela contorcer-se um bom minuto numa chaise longue para incendiar o palco. Eu juro que até vi a chaise ficar mais longue.
- Ir a concertos para saltar e dançar já pertence ao passado. Hoje interessa gravar tudo, mesmo que depois não se veja nada. E com tantos telemóveis e ipads no ar, mal se vê o que vai no palco. Um deles acabou mesmo por se partir no chão. Pena não terem sido todos.
- Os fãs de Beyoncé ganham, sem dúvida, no campeonato dos decibéis. Nalguns momentos, garanto que os guinchos eram mais fortes do que o de dez varas de porcos a serem mortos em simultâneo.
- Os fãs de Beyoncé são também os mais sensíveis. Cada vez que vinha uma balada, um gajo, ao meu lado, chorava convulsivamente. Baba e ranho. Eu também chorei muito de tanto rir. Obrigado, pá.
quinta-feira, 27 de março de 2014
O concerto de Beyoncé em 5 pontos
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