- Depois de vários álbuns falhados, o último de Beyoncé - intitulado simplesmente Beyoncé - é o melhor da sua carreira. É uma obra-prima. Já o concerto tem a grandiosidade de uma produção de Hollywood, mas fica longe de ser inesquecível. Muitas versões falhadas, muitas canções despachadas à velocidade da luz, muitos momentos mortos.
- Mesmo assim Beyoncé é a artista mais completa do seu campeonato. A voz mais poderosa, a animalidade de palco, a sedução com o público. É uma máquina soul. Num dos momentos altos desta digressão, Basta ela contorcer-se um bom minuto numa chaise longue para incendiar o palco. Eu juro que até vi a chaise ficar mais longue.
- Ir a concertos para saltar e dançar já pertence ao passado. Hoje interessa gravar tudo, mesmo que depois não se veja nada. E com tantos telemóveis e ipads no ar, mal se vê o que vai no palco. Um deles acabou mesmo por se partir no chão. Pena não terem sido todos.
- Os fãs de Beyoncé ganham, sem dúvida, no campeonato dos decibéis. Nalguns momentos, garanto que os guinchos eram mais fortes do que o de dez varas de porcos a serem mortos em simultâneo.
- Os fãs de Beyoncé são também os mais sensíveis. Cada vez que vinha uma balada, um gajo, ao meu lado, chorava convulsivamente. Baba e ranho. Eu também chorei muito de tanto rir. Obrigado, pá.
Bitch don't kill my vibe
quinta-feira, 27 de março de 2014
O concerto de Beyoncé em 5 pontos
terça-feira, 25 de março de 2014
Binge watching: dez séries imperdíveis
Os americanos têm a expressão binge watching para quando não conseguimos parar de ver séries. É compulsivo, é uma droga. Sim, existem estudos que indicam que há mesmo uma adição em muitos de nós. Eu dependente me confesso. Eu snifo, ijeto, bebo e mastigo séries de televisão. A golden age, como já é apelidada já nos deu monumentos da cultura pop como Os Sopranos, Sete Palmos de Terra, The Wire, Lost ou Breaking Bad. Séries que elevaram a televisão a um patamar que só estava próximo do cinema. Eis 10 drogas duras, ainda em exibição, para todos os gostos. Para consumir sem contraindicações.
1. House of CardsFrank Underwood. Decorem este nome. É um daqueles personagens bigger than life, que fala diretamente com o espetador e que o torna cúmplice de todos os golpes. É bom gostar do mau da fita e só nos podemos sentir culpados. Kevin Spacey vai levar Emmy e Globo de Ouro à conta disto. Sem esquecer uma Lady Macbeth interpetada pela atriz mais classy à face da terra, Robyn Wright.
Matthew McConaughey continua imparável no seu McConaissence. Com Woody Harrelson criam uma dupla de detectives com um lado mais negro que os criminosos. Já não interessa quem matou; interessa, sim, perceber os homens que investigam os crimes. No fundo, isto não é uma série: é pura literatura.
3. Mad Men
Aproveitem agora: está prestes a estrear a última temporada da série que relata os tempos dourados da publicidade. Um period drama com John Hamm a fazer de Don Draper, mais um daqueles personagens atormentados com entrada direta no Olímpo (a acompanhar Tony Soprano e Walter White). Diálogos primorosos, retrato de época perfeito, para acompanhar com um cigarro e um whisky.
4. The Walking Dead
A série que tornou os zombies trendy. Apesar de ter momentos desiguais, consegue sempre manter-nos colados ao ecrã. Sim, há episódios brutais que valem por séries inteiras. É daquelas que mata personagens principais sem aviso. Estou a avisar.

5. Game of Thrones
Então, mas aquele é de que família, que vive onde e matou quem? Pois, é quase preciso uma cábula para perceber todos os enredos e achar o fio à meada. Mas o esforço compensa. Mais uma série de culto que mata personagens enquanto piscamos o olho. Nunca ouviu falar do Red Wedding? Bitch, please!
6. Louie
Quem procura o génio atual da comédia, pode ir à confiança. Louie, aka Louis CK, é tão sentimental como politicamente incorreto. Ele realiza, produz, escreve, interpreta histórias de um homem comum baseadas no seu quotidiano. Há sempre pedaços dos seus stand ups, não recomendáveis a meninos de coro. Quarta temporada já em maio.
7. Girls
O anti-Sexo e a Cidade. A vida não é glamourosa e esta série também não. As twenty somethings são como na vida real: dependentes dos pais, falhadas, rechonchudas e sentem-se miseráveis. Lena Dunham, a criadora da série e atriz principal, tritura estereótipos e faz-nos rir de todo o tipo de desgraças. E são muitas.
8. Orange is The New Black
Ainda no feminino, Orange mostra-nos o dia-a-dia de mulheres numa prisão. A galeria de personagens é infidável, e vamos conhecendo uma a uma através de flashbacks. Há as mais loucas, as líderes, as toxicodependentes, as sapatonas, as zen... you name it. E no meio disto tudo vai parar a wasp, que pouco sabe da vida. Mais uma série hilariante, com assinatura de Jenji Kohan.
9. The Good Wife
Por vezes cómica, por vezes dramática, por vezes romântica, por vezes cínica. Mas sempre boa. A boa mulher é Julianna Margulies, uma advogada que vai à luta depois de ser traída pelo marido, um procurador todo poderoso. Para quem gosta de twists e cliffhangers constantes este é o show a seguir.
10. Homeland
A primeira temporada foi brilhante, a segunda boa, a terceira assim, assim. Agora - SPOILER - que Brody morreu, resta saber que coelho vão os criadores tirar da cartola. É certo que a alma da série é a bipolar agente da CIA Carrie (a papa prémios Claire Daines), mas a quarta temporada, que estreia em setembro, é que vai tirar as teimas.
3. Mad Men
Aproveitem agora: está prestes a estrear a última temporada da série que relata os tempos dourados da publicidade. Um period drama com John Hamm a fazer de Don Draper, mais um daqueles personagens atormentados com entrada direta no Olímpo (a acompanhar Tony Soprano e Walter White). Diálogos primorosos, retrato de época perfeito, para acompanhar com um cigarro e um whisky.
4. The Walking Dead
A série que tornou os zombies trendy. Apesar de ter momentos desiguais, consegue sempre manter-nos colados ao ecrã. Sim, há episódios brutais que valem por séries inteiras. É daquelas que mata personagens principais sem aviso. Estou a avisar.

5. Game of Thrones
Então, mas aquele é de que família, que vive onde e matou quem? Pois, é quase preciso uma cábula para perceber todos os enredos e achar o fio à meada. Mas o esforço compensa. Mais uma série de culto que mata personagens enquanto piscamos o olho. Nunca ouviu falar do Red Wedding? Bitch, please!
6. Louie
Quem procura o génio atual da comédia, pode ir à confiança. Louie, aka Louis CK, é tão sentimental como politicamente incorreto. Ele realiza, produz, escreve, interpreta histórias de um homem comum baseadas no seu quotidiano. Há sempre pedaços dos seus stand ups, não recomendáveis a meninos de coro. Quarta temporada já em maio.
7. Girls
O anti-Sexo e a Cidade. A vida não é glamourosa e esta série também não. As twenty somethings são como na vida real: dependentes dos pais, falhadas, rechonchudas e sentem-se miseráveis. Lena Dunham, a criadora da série e atriz principal, tritura estereótipos e faz-nos rir de todo o tipo de desgraças. E são muitas.
8. Orange is The New Black
Ainda no feminino, Orange mostra-nos o dia-a-dia de mulheres numa prisão. A galeria de personagens é infidável, e vamos conhecendo uma a uma através de flashbacks. Há as mais loucas, as líderes, as toxicodependentes, as sapatonas, as zen... you name it. E no meio disto tudo vai parar a wasp, que pouco sabe da vida. Mais uma série hilariante, com assinatura de Jenji Kohan.
9. The Good Wife
Por vezes cómica, por vezes dramática, por vezes romântica, por vezes cínica. Mas sempre boa. A boa mulher é Julianna Margulies, uma advogada que vai à luta depois de ser traída pelo marido, um procurador todo poderoso. Para quem gosta de twists e cliffhangers constantes este é o show a seguir.
10. HomelandA primeira temporada foi brilhante, a segunda boa, a terceira assim, assim. Agora - SPOILER - que Brody morreu, resta saber que coelho vão os criadores tirar da cartola. É certo que a alma da série é a bipolar agente da CIA Carrie (a papa prémios Claire Daines), mas a quarta temporada, que estreia em setembro, é que vai tirar as teimas.
sexta-feira, 21 de março de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
Truz!
Épico é passar na rua uma das tuas melhores amigas, distraída nos seus pensamentos, tu começares a cantar atrás dela, ela não te ligar nenhuma, tu dares-lhe um apalpão, ela virar-se de repente, e dar-te um sonoro estaladão.
terça-feira, 18 de março de 2014
sexta-feira, 14 de março de 2014
quarta-feira, 12 de março de 2014
Sabor a indie
Foi um dos filmes do ano para o American Film Institute. É mais uma daquelas histórias com o carimbo de baseado numa história real, que se centra no último dia de um jovem negro, que quer mudar a vida por amor à filha e à mulher grávida. Numa atuação desastrosa, desprovida de sentido, os agentes policiais matam esse sonho. E isso dá-lhe toda a gravitas. Mais um indie americano que vale o preço do bilhete.
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